
A Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê no Curuzu, já alcançou 80% de execução das obras de requalificação. A intervenção contempla os oito pavimentos e cerca de 5,4 mil metros quadrados do imóvel, com melhorias em espaços utilizados nas atividades culturais, educacionais e administrativas desenvolvidas pelo bloco afro.
Com investimento de R$ 7 milhões, a reforma já passou por ambientes como salas de aula, biblioteca, sala de dança, auditório, galeria, cozinhas, vestiários e áreas administrativas. Entre os serviços realizados estão a substituição de pisos e revestimentos, pintura, climatização e diferentes adequações estruturais.
No auditório e na galeria, foram executados serviços como instalação de piso epóxi, aparelhos de ar-condicionado, bancadas e acabamentos. As salas de informática e de costura também estão entre os ambientes contemplados pela intervenção.
Outro destaque é a cobertura do prédio, que teve as telhas integralmente substituídas e recebeu um sistema de energia solar, incorporando uma nova estrutura de geração energética à sede.
Obras continuam em diferentes áreas
Apesar do avanço, os trabalhos ainda seguem em execução. Nesta etapa, estão previstas instalações de bancadas e portas no auditório e na cozinha/cantina, além da substituição das pastilhas da fachada.
As equipes também trabalham em intervenções na rampa e na passarela metálica, além de serviços de pintura e acabamento em diferentes pontos da edificação.
A requalificação inclui ainda a recuperação do sistema elétrico e a implantação de um sistema de combate a incêndio, ampliando as condições de segurança da sede.

Acessibilidade integra projeto
Entre as mudanças previstas está também a ampliação das condições de acessibilidade da Senzala do Barro Preto. O projeto contempla a implantação e adequação de rampas para pessoas com deficiência, além de outras melhorias de circulação pelo edifício.
Os ambientes também passam por intervenções de climatização, tratamento acústico e melhorias estruturais, com o objetivo de oferecer melhores condições para as atividades realizadas pelo Ilê Aiyê.
Com a obra já em estágio avançado, quem passa pela Ladeira do Curuzu começa a perceber as transformações em um dos espaços mais conhecidos da região. A conclusão da requalificação deve entregar uma estrutura renovada para receber as ações culturais, formativas e administrativas desenvolvidas na sede do bloco.











