
O ator, humorista e dramaturgo Sulivã Bispo vive um momento de expansão na carreira. Após estrear seu primeiro espetáculo de stand-up e ampliar sua atuação como apresentador e comunicador, o artista falou sobre sua trajetória, suas referências e os desafios da produção cultural negra em entrevista concedida ao Portal Soteropreta.
Conhecido por personagens como Mainha, da série Na Rédea Curta, Koanza e pelo espetáculo Kaiala, Sulivã destacou que sua identidade artística permanece profundamente ligada ao Curuzu, bairro onde nasceu e cresceu, em Salvador.
Segundo o ator, a comunidade, o Ilê Aiyê, o Instituto Cultural Steve Biko e o Bando de Teatro Olodum foram fundamentais para sua formação pessoal e profissional, influenciando diretamente sua maneira de compreender a arte e a negritude.
Teatro negro como ferramenta de afirmação
Durante a conversa, Sulivã ressaltou a importância do Bando de Teatro Olodum em sua trajetória, afirmando que foi na companhia que compreendeu o potencial do humor dentro do teatro negro, não apenas como entretenimento, mas também como instrumento de consciência, valorização da identidade e fortalecimento da representatividade.
O artista também refletiu sobre a construção de seus personagens, explicando que cada figura nasce de memórias, referências ancestrais e experiências vividas, transitando entre o humor, o drama e diferentes linguagens cênicas.
Expansão para o audiovisual
Além da carreira nos palcos, Sulivã destacou a consolidação de seu trabalho no audiovisual. Entre os projetos mencionados estão participações em séries do Multishow, produções internacionais, cinema e programas de televisão.
Nos últimos anos, ele também passou a atuar como apresentador de eventos e da transmissão do Carnaval de Salvador pela TVE, experiência que abriu novos caminhos profissionais e ampliou sua presença na comunicação.
O ator afirmou ainda que segue aberto a novos desafios na televisão e no cinema, conciliando essas oportunidades com a agenda de espetáculos e apresentações teatrais.
Novos projetos
Sulivã também comentou sobre a estreia de seu primeiro espetáculo de stand-up e revelou que prepara novos trabalhos para os próximos meses. Embora não tenha antecipado detalhes, afirmou que pretende levar suas produções para novos espaços e seguir contando histórias que dialogam com a ancestralidade, a cultura negra e as vivências da população periférica.
Desafios da produção cultural
Ao abordar o cenário das artes cênicas, o artista chamou atenção para a necessidade de ampliar o investimento em grupos e companhias de teatro negro. Segundo ele, a ausência de financiamento continua sendo um dos principais desafios para a sustentabilidade de produções independentes e para a valorização dos profissionais que atuam no setor.
Leia a entrevista completa no Portal Soteropreta:
Sulivã Bispo expande carreira no audiovisual e defende teatro negro











