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O dramaturgo, diretor teatral e professor João Sanches morreu neste domingo (19), aos 47 anos. A informação foi confirmada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM). A causa da morte não foi divulgada. A notícia provocou manifestações de pesar de artistas, instituições culturais, ex-alunos e profissionais do teatro em todo o país.
Reconhecido como uma das principais referências das artes cênicas da Bahia, João Sanches construiu uma trajetória marcada pela atuação como dramaturgo, encenador, pesquisador e professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), conciliando a produção artística com a formação de novos profissionais.
Ao longo da carreira, assinou espetáculos como Eu Te Amo Mesmo Assim, Pelo Telephone, Boca a Boca: Um Solo para Gregório, Revele! e A Paixão de Cristo, montagens que contribuíram para consolidar seu nome entre os mais importantes criadores do teatro baiano contemporâneo.
Trajetória reconhecida pelo Prêmio Bahia Aplaude
A produção artística de João Sanches foi reconhecida ao longo dos anos pelo Prêmio Bahia Aplaude, que, até 2024, era realizado como Prêmio Braskem de Teatro. O dramaturgo conquistou três troféus na premiação e recebeu diversas indicações em diferentes categorias, tornando-se um dos nomes de destaque da história do prêmio e da cena teatral baiana.
Homenagens
A morte do artista repercutiu entre representantes da cultura baiana. Em publicação nas redes sociais, o diretor da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, lembrou a trajetória de João Sanches desde a adolescência e destacou sua contribuição para o teatro.
Artistas como Lázaro Ramos, Jackson Costa, Luiz Marfuz, Gil Vicente Tavares e Maria Marighella também prestaram homenagens, ressaltando sua inteligência criativa, generosidade e compromisso com as artes cênicas e com a formação de novas gerações de artistas.
Com uma carreira construída entre os palcos, a universidade e a pesquisa, João Sanches deixa um legado que permanece presente na dramaturgia brasileira e na história recente do teatro baiano.











