
Salvador recebeu, nos dias 8 e 9 de abril, a 10ª edição do Fronteiras do Pensamento, realizada no Teatro Casa do Comércio. Cerca de mil pessoas acompanharam os dois dias de conferências, que marcaram um momento simbólico na trajetória do projeto na capital baiana.
Com foco na subjetividade contemporânea e na interseção entre psicologia e literatura, a programação reuniu nomes de destaque do pensamento atual para discutir temas como identidade, solidão, hiperconexão e as transformações das relações humanas no cenário contemporâneo.
Psicologia, afeto e narrativa pessoal
A primeira mesa, realizada no dia 8, reuniu os psicólogos e escritores Alexandre Coimbra Amaral e Ana Suy, em conversa mediada por Silvana Oliveira, gestora do jornalismo da Rádio Sociedade da Bahia.
O encontro abordou a construção da narrativa pessoal em um contexto marcado pela aceleração do cotidiano, pelas redes sociais e pelo isolamento.
Entre os pontos discutidos, estiveram a importância da pausa, o cuidado com a saúde mental e a necessidade de um olhar mais atento às relações humanas e à infância.
Literatura e experiência coletiva
No segundo dia, a programação trouxe os escritores Itamar Vieira Junior e Jeferson Tenório, que conduziram reflexões sobre literatura, país, memória e a forma como fatores sociais moldam histórias individuais e coletivas.
A mesa propôs um diálogo sobre a experiência humana a partir da escrita e das narrativas que atravessam o cotidiano brasileiro.
Reflexão e pensamento crítico
Ao longo das duas noites, o Fronteiras do Pensamento reafirmou sua proposta de promover espaços de escuta e reflexão sobre questões contemporâneas, articulando literatura, psicologia e pensamento crítico.
A edição deste ano destacou especialmente os debates sobre subjetividade, saúde mental e os desafios de ser indivíduo em um mundo cada vez mais conectado.
O Fronteiras do Pensamento 2025 é uma realização da Caderno 2 Produções e da Delos Bureau, apoio do Salvador Shopping, Livraria LDM, A TARDE FM, Clube A TARDE e Clube Correio e tem o patrocínio da Acelen, por meio do Fazcultura e do Governo do Estado da Bahia, reforçando o compromisso com a disseminação de conhecimento e o incentivo à reflexão sobre temas fundamentais da sociedade.











